terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Lista Destaque Tradicionalista 2016

Como muitos aqui já sabem, todas as entidades filiadas ao MTG recebem uma pontuação, durante todo o ano, de acordo com promoções e participações em eventos, como FECARS, Congresso Tradicionalista, Reuniões de patrões, Cirandas, Entreveros, e por aí vai, considerando estimular as entidades a participarem efetivamente de toda e qualquer manifestação cultural existente no meio tradicionalista.

A pontuação é definida conforme tabela que segue:


O MTG divulgou, a poucos dias, as entidades que mais vezes chegaram ao topo da lista, com maior pontuação, desde que foi instituída a Lista Destaque Tradicionalista.
Vamos ver quais são elas?

CTG Sentinela da Querência - Erechim / 19ª RT - 10 vezes no topo
CTG Laço Velho - Bento Gonçalves / 13ª RT - 7 vezes
CPF Piá do Sul - Santa Maria / 13ª RT - 7 vezes
CCN Sentinela do Rio Grande - Rio Grande / 6ª RT - 6 vezes
CTG Prenda Minha - Bagé / 18ª RT - 5 vezes
CTG Tríplice Aliança - Uruguaiana / 4ª RT - 5 vezes
CTG Gaudério Serrano - Bento Gonçalves / 11ª RT - 4 vezes
CTG Estância de Sapucaia - Sapucaia do Sul / 12ª RT - 4 vezes
CTG Felipe Portinho - Marau / 7ª RT - 4 vezes
AT Ponche Verde - Santa Maria / 13ª RT - 4 vezes
CTG Lalau Miranda - Passo Fundo / 7ª RT - 4 vezes
CTG Sentinelas do Pago - Marau / 7ª RT - 3 vezes
CTG Julio de Castilhos - Julio de Castilhos / 9ª RT - 3 vezes
CTG Moacir Motta Fortes - Passo Fundo / 7ª RT - 3 vezes
CTG Sinuelo do Pago - Uruguaiana / 4ª RT - 3 vezes

E neste ano de 2016, apenas 18 entidades conquistaram os 200 pontos (pontuação máxima), e estão de parabéns pela efetiva participação no Movimento. 
Segue a lista, por ordem de região:

GN Ibirapuitã - 4ª RT
CTG Sinuelo do Pago - 4ª RT
CTG Tríplice Aliança - 4ª RT
CTG Carreteiros da Saudade - 5ª RT
CCN Sentinela do Rio Grande - 6ª RT
CTG Felipe Portinho - 7ª RT
CTG Lalau Miranda - 7ª RT
CTG Manoel Teixeira - 7ª RT
CTG Moacir da Motta Fortes - 7ª RT
CTG Osório Porto - 7ª RT
PL Pai João - 7ª RT
CTG Presilha Serrana - 7ª RT
CTG Sentinelas do Pago - 7ª RT
DT Simpasso - 7ª RT
CTG Galpão Campeiro - 19ª RT
CTG Sentinela da Querência - 19ª RT
CTG Tropilha Farrapa - 24ª RT
Sociedade Gaúcha Lomba Grande - 30ª RT

Para acessar a pontuação de qualquer entidade filiada, acesse: MTG

Deixo os parabéns à 7ª RT, em nome da Coordenadora Sra. Gilda, pelo ótimo trabalho realizado na região, visto o número de entidades que chegaram aos 200 pontos. Foram nove, das dezoito!!!!

E claro, parabéns também à minha entidade, o CTG Tropilha Farrapa, que mais um ano se consagra chegando à pontuação máxima. Isso é consequência de trabalho sério, e por muitas vezes árduo... mas que tem o seu devido merecimento.

Um abraço a todos... e até breve ;)

Palavra de Prenda: Ana Júlia Griguol

Bom dia, leitores!!!

Posso confessar que estou muito feliz com a participação de tantas prendas e peões aqui no blog? Posso né?
Gente, isso é muito bacana, sério! Fico imensamente realizada em saber que as portas abertas do Cantinho estão gerando resultado, estão fazendo tantos jovens divulgarem suas histórias, suas angústias, dúvidas, certezas... servindo assim de exemplo pra muitos!

Que continuemos assim! Sempre avante, sempre cultuando o bem, e projetando um tradicionalismo ainda melhor ♥

E continuando por aqui, hoje vamos conhecer a linda prenda Ana Júlia Griguol *-*


"Confesso que por diversas vezes me peguei pensando sobre escrever ou não minha biografia, afinal, ao contrário de muitos, minha trajetória tradicionalista não foi herança de berço, muito menos pedidos de meus pais para que ingressasse ao Movimento.

Ainda criança, tive que aprender a ser forte e dizer adeus ao meu pai; um homem trabalhador, de fibra, que honrava seus princípios e ideais. Em 2005, passei a morar em Cotiporã e aprendi, como minha família, a amar esse pequeno município em que vivo até hoje. 

Aqui, conheci meus amigos, me apaixonei pela simplicidade e fiquei encantada com a sinceridade cultivada dentro do singelo galpão do CTG Pousada dos Carreteiros. Uni a paixão pela dança com a curiosidade, afinal eu não sabia o que era CTG, mas sabia que gostava de dançar e que talvez, esta podia ser uma grande oportunidade de me divertir.
 
Naquele momento, se alguém me perguntasse qual era a magnitude do movimento pelo qual eu estava completamente comprometida, eu jamais saberia responder. Apenas diria que lá dentro estavam os meus amigos e a dança. Entre ensaios, rodeios e grandes amizades, a curiosidade, mais uma vez, falou mais alto. 

Foram faixas como prenda da entidade e alguns concursos regionais, os quais me fizeram entender a importância da dedicação, comprometimento e união. Eu sonhava, e nos momentos em que mais esperava a realização de cada sonho, me decepcionava. Não com os outros, mas comigo mesma, porque sabia que podia ter feito melhor. Desisti.

Por alguns anos, minha maior realização era auxiliar e poder ver o sorriso das crianças e jovens que representavam a minha entidade, em suas cirandas e entreveros. Sorri, chorei e sonhei com cada amigo que ajudei em minha entidade. Mas como o meu pai, eu aprendi que devemos seguir nossos princípios e fortemente, lutar pelo que acreditamos. 

Por questionar tantas vezes o rumo que o Movimento vinha tomando entre as prendas e peões que eu conhecia, é que no ano de 2016 decidi, mais uma vez, sonhar. Hoje, como 1ª Prenda da 11ª Região Tradicionalista, tenho a certeza que o nosso trabalho vai muito além de carregar uma faixa. De uma forma simples, mas verdadeira, ele alcança cada criança, jovem e adulto que como eu, ingressa em uma entidade tradicionalista a procura de um distração, e no final, se depara com um mundo repleto de oportunidades e conquistas.

No final, decidi escrever a minha biografia, porque percebi que hoje todos precisamos de coragem e de motivação para darmos o primeiro passo. Seja através da dificuldade ou da curiosidade. Se for sincero e de coração, não existe certo ou errado. Merecemos e podemos crescer em qualquer movimento. Que cada um de nós possa plantar a sua semente e cultivá-la da sua maneira. No momento certo, ela florescerá.
Ana Júlia Griguol
1ª Prenda 11ª Região Tradicionalista
Cotiporã 
(54) 996218821"

Galeria de fotos:




Ana, me emocionei lendo teu texto!
Quanto sentimento, quanta verdade em cada uma das tuas palavras...
É realmente indiscutível o quanto ler cada uma dessas histórias me faz bem!
Obrigada por compartilhar conosco esta trajetória tão linda, e de valor.

Um beijo, com carinho.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

11ª Região Tradicionalista realiza Sarau de Contos

Vamos de divulgação?

A Gestão de Prendas e Peões da 11ª Região Tradicionalista realiza, no dia 04 de fevereiro, um Sarau de Contos no CTG Galpão da Saudade, em Serafina Correa!

Não fique de fora! Participe!!!

Palavra de Prenda: Juliana Bianchini

Bom dia, bom dia!!!

A segunda-feira chegou com um sol lindo pra animar a semana que está apenas começando... então bora espantar a preguiça, remexer esse corpo e ser feliz :) rsrs

Hoje começamos o dia com mais um maravilhoso "Palavra de Prenda"! É dia de conhecer Juliana Bianchini, essa prendinha super especial que está sempre acompanhando o nosso Cantinho.


“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir. ” - Augusto Cury

"Inicio meu texto falando sobre sonhos, pois diversas vezes me peguei imaginando como seria meu relato tradicionalista se um dia pudesse escrever para o Cantinho Gaúcho, e cá estou eu, imensamente realizada com essa oportunidade. Parabéns Carol, por essa iniciativa maravilhosa!

Minhas cordeais saudações Tradicionalistas a todos os leitores deste Blog, me chamo Juliana Bianchini, tenho 17 anos e atualmente ostento o cargo de 1ª Prenda Juvenil do CTG Tropilhas da Serra da cidade de Pouso Novo/24ª RT. Posso dizer que praticamente nasci dentro de um centro de tradições gaúchas. Desde muito pequena meus pais me levavam aos eventos promovidos pela minha entidade e, com apenas 5 anos ingressei na invernada dente de leite, a qual foi despertando uma grande paixão pelo tradicionalismo. Posteriormente, participei dos grupos pré-mirim, mirim e atualmente faço parte do elenco Juvenil.

Sempre fui encantada por Prendas de faixa, ficava horas admirando encantada as fotos expostas nas paredes do meu CTG, eu sabia que queria fazer parte daquilo ali. Então com oito anos de idade recebi um convite para participar do concurso interno de Prendas e Peões, então me consagrei 1ª Prenda Mirim. Em dois anos de prendado, aprendi diversas coisas que acrescentaram, e muito, na minha vida. Perdi a inibição, aprendi a falar em público, participei de eventos, promovi atividades e tive a certeza: Jamais irei largar o tradicionalismo!

Apesar de estar totalmente ligada ao meio tradicionalista, ainda não tinha ideia da grandiosidade que é movimento, até a 1ª Prenda Mirim do RS 12/13, Luana Wojciechowski (meu maior exemplo de prenda), vir dar uma palestra na cidade vizinha. A partir daí, comecei a admirar ainda mais o papel das Prendas e Peões dentro de uma entidade, região e/ou estado. Despertou em mim novamente o sonho de me tornar Prenda de faixa.

O ano de 2014 foi extremamente marcante na minha vida, estudei muito, aprendi a declamar, fiz curso de dança de salão, me esforcei ao máximo e no dia 20 de setembro, coincidentemente no dia do Gaúcho veio a recompensa, me tornei 1ª Prenda Juvenil, cargo este que deixarei este ano (#Triste). Esses quase 3 anos foram os que mais aprendi em toda a minha vida, fiz coisas que jamais imaginaria ter feito, que nunca pensei que fosse possível. Promovi palestras, falei para públicos enormes, perdi o nervosismo ao estar no comando de um microfone, realizei diversas gincanas nas escolas do meu munício e fora dele com o Prendado, representei o tradicionalismo no estado de São Paulo, participei de programa transmitido pela internet e fui a vários eventos.

Como a maioria das prendas do Rio Grande do Sul, sonhava em ser uma das 3 representantes Juvenis do estado e da região, porém, tive que abrir mão deste sonho para dar prioridade a outro, que será muito importante para meu futuro. Creio que quando entramos em algum concurso, é para nos entregarmos de corpo e alma, nos dedicarmos ao máximo. Por essa razão, não pude atender a essa dádiva.

Ser prenda de faixa nos traz muitos regalos e reconhecimento, porém ser uma prenda verdadeiramente é trabalhar em prol do tradicionalismo, independentemente do número na faixa, de ser de entidade de região ou estado. É estar disposta a dar o sangue para representar da melhor maneira possível todo um povo que possui cultura e costumes totalmente diferenciados do resto do país e que se orgulha disso, é saber se expressar e manter uma postura digna, é saber receber as pessoas nos eventos com a maior humildade e simpatia possível, enfim, é transparecer a força e garra e mulher Gaúcha, representando-a da melhor maneira possível. Mulher esta, que é presenteada com diversas melodias, poesias e versos realçando ainda mais este privilégio de ser prenda."

“Por ser gaúcha és a flor do campo O teu encanto embeleza essa vivenda. Nome dado somente a joia mais cara. És a mais rara, por isso te chamo prenda” - Juan Daniel Isenhasen

Álbum de fotos:

Recebendo a faixa de 1ª Prenda Mirim, em 2008

Com as prendas adultas da entidade, em 2009

Recebendo a faixa de 1ª Prenda Juvenil, em 2014

Diversos momentos ao longo da gestão

Com a invernada no Estado de São Paulo, em 2015

Avaliando a declamação no Rodeio de Pouso Novo, em 2016

Ju, fico extremamente feliz em saber que participar  do Cantinho Gaúcho também foi uma realização tua enquanto tradicionalista! Este sempre foi o foco aqui no blog, ajudar a quem quiser ser ajudado, abrir espaço pra quem quiser ser ouvido, deixar sempre as portas abertas a quem quiser participar! 
Agradeço muito pelo carinho, e te parabenizo por ser quem tu és, por ser um tradicionalista de tão grande coração, e de construir, passo a passo, cada um dos teus sonhos.
Te desejo todo sucesso do mundo, sempre!

Um beijo a todos vocês que nos acompanham... e quem quiser nos enviar a sua história, já sabe né? Estamos te esperando!!! ;**

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Cantinho Gaúcho entrevista: Priscila Bresolin Tisott

Pra encerrar esta semana com chave de outro, o Cantinho Gaúcho traz pra vocês mais uma entrevista super especial com uma Prenda que já carregou faixa de Prenda do RS por três vezes!!! Isso mesmo! Ela nos representou em três gestões estaduais... e hoje nos conta um pouquinho sobre a sua trajetória.

Ela é Priscila Bresolin Tisott!

1. Olá Priscila! Um orgulho contar com a sua participação aqui no Cantinho Gaúcho. Queremos conhecer um pouquinho mais sobre você... És natural de Caxias do Sul, graduada em Comércio Internacional e Mestre em Administração, ambos pela UCS. Hoje, quais são seus principais afazeres... o que mais faz parte da tua rotina?
​Olá Carolina! 
É um grande prazer estar participando do Cantinho Gaúcho, sempre acompanho as novidades!
Atualmente sou aluna do Doutorado em Administração, também pela UCS. Como sou Bolsista, tenho inúmeras atividades de pesquisa junto à instituição, além de começar a exercer a docência no Ensino Superior aos poucos, como estagiária docente. Além disso, as atividades junto ao Movimento Tradicionalista Gaúcho, à 25ª Região Tradicionalista e ao CTG Campo dos Bugres continuam fazendo parte da minha rotina, mesmo que não ocupe nenhum cargo. Sempre que solicitado, participo de atividades culturais ou de avaliação, ou mesmo auxilio as prendas e peões que almejam conquistar um título de entidade, regional ou estadual. ​

2. Em todos estes anos de tradicionalismo tu já passaste por diversas atividades, como avaliar concursos e indumentária, palestrar por todos os cantos do Estado, etc. Existe algum segmento que mais te atrai, onde você se realiza mais? Ou o Tradicionalismo por inteiro te completa?
​Eu costumo dizer que não me imagino longe do tradicionalismo gaúcho, pois participo do Movimento desde os 4 anos de idade e, portanto, ele foi parte fundamental da formação da minha personalidade. Eu gosto muito de todas as atividades que desempenho e já desempenhei no meio tradicionalista, mas talvez eu me realize mais auxiliando as prendas e peões em seus concursos, pois o laço que criamos com esses jovens e crianças é indestrutível. Parece que a cada novo concurso eu revivo a minha própria história por meio deles.

3. Nos conte um pouquinho sobre as tuas três experiências como Prenda do RS (2ª Prenda Mirim, 1ª Prenda Juvenil e ​2​ª Prenda Adulta). O que de mais importante tu levaste pra tua vida, destes anos como nossa representante?
​As minhas três gestões estaduais desempenharam um papel fundamental na minha vida. O gosto pela pesquisa, função que desempenho atualmente junto à UCS, surgiu a partir das pesquisas realizadas no meio tradicionalista para a realização dos concursos. A segurança e a serenidade para falar em público e, desta forma, ministrar palestras e aulas, surgiu a partir da preparação para os concursos internos, regionais e estaduais, portanto, os cargos que ostentei foram parte essencial da minha formação profissional.
Foi em virtude do meio tradicionalista também que conheci muitas pessoas incríveis, a quem tenho a honra de chamar de amigos. Pessoas que me ensinaram muito do (pouco) que sei, e que acompanharam cada fase da minha vida. Para mim, este é o maior legado da caminhada tradicionalista: as pessoas.
Quando criança, ser Prenda do RS era um sonho para mim. Meu exemplo de prenda foi a Bibiana Bortoluzzi, e eu sempre quis ser como ela. E, mesmo contrariando todas as expectativas e os conselhos dirigidos aos meus pais, decidi concorrer a Prenda Mirim do RS com apenas 9 anos de idade. Foi um período de realização de sonhos sem igual para aquela menina do vestido pela canela e o laço enorme de fita no cabelo.
Quando decidi concorrer a Prenda Juvenil da minha entidade, região e do RS, ser Prenda de faixa já havia se tornado um objetivo. Eu me preparei, estudei e aprendi muito nesse período, pois nesta fase já tinha certeza do que queria para mim e dos obstáculos que poderia encontrar pelo caminho.
E, logo depois, com o início da faculdade, pensei ter aposentado as sapatilhas. Minhas prioridades e objetivos se modificaram e eu pretendia me focar exclusivamente no aperfeiçoamento profissional. Contudo, concorrer a Prenda na categoria adulta seria uma forma de agradecer à todas as pessoas que estiveram comigo ao longo desta caminhada iniciada em 1997. A preparação foi complicada e eu me sentia uma criança novamente, pois meu tempo para estudar era à noite, quando chegava em casa da faculdade. Muitas vezes minha mãe me encontrava dormindo em cima dos livros e tinha que ler a matéria para mim, o que me deixava extremamente decepcionada comigo mesma. Conciliar as tarefas como Prenda Regional com a preparação para o concurso, a faculdade e o trabalho foram um esforço extremamente cansativo, mas ainda assim gratificante.
Nem por um segundo me arrependi de não ter parado de trabalhar e estudar para me preparar para o concurso, pois enquanto Prenda do RS eu trabalhava em um escritório de intermediação de negócios internacionais, o qual exigia de mim muito tempo de dedicação, sobretudo devido às inúmeras viagens. Em virtude desta atividade, no mês de março de 2011 fui informada de que no mês seguinte, abril, ​deveria acompanhar um cliente da empresa em uma viagem para a China, que duraria cerca de 30 dias. Portanto, eu não poderia estar presente na despedida dos Peões e Guris do RS, na cidade de Monte Belo do Sul, fato que me deixou extremamente chateada. Ainda assim , a oportunidade de crescimento pessoal obtida por meio dessa viagem foi ímpar e não teria acontecido caso eu tivesse desistido de tudo pelo concurso.

4. Que conselhos tu podes dar a todos aqueles que sonham em ostentar um título de Prenda ou Peão Estadual? Existe fórmula, receita para o sucesso?
​Não creio que exista uma fórmula para o sucesso que não passe pelo trabalho árduo. Em primeiro lugar, é preciso querer aquilo que se busca, para que, a partir de então, surja a motivação necessária para superar os obstáculos que possam surgir. Mas como conselho baseado em minha história pessoal eu sempre digo as prendas e peões que não desistam. Nem do Movimento e nem de suas vidas para estar no Movimento. Trabalhem, estudem, busquem a sua qualificação profissional e, ao mesmo tempo, continuem lutando em prol do tradicionalismo. É cansativo, mas vale a pena. ​

5. Existe algum momento na tua vida que mais te marcou? Ou algum em especial que queiras compartilhar conosco?
Quando lembro da minha caminhada tradicionalista, muitas histórias surgem em minha memória... algumas boas, outras nem tanto. Mas tenho certeza de que todas elas fazem parte da minha evolução como pessoa e como prenda. Comecei a participar do Movimento Tradicionalista quando eu tinha 04 anos de idade, incentivada pelo meu irmão, Luciano. E precisei muito do apoio da minha família para conquistar os títulos de prenda do RS, principalmente enquanto mirim, já que eu era muito precoce (tinha 09 anos no Concurso Estadual).
Justamente quando eu era Prenda Mirim do RS o meu irmão teve um grave problema de saúde, e precisava dos cuidados dos nossos pais. Por isso, muitos tradicionalistas foram a minha segunda família nesta época, me acompanhando nas viagens, cuidando da minha segurança e alimentação e deixando os meus pais mais tranquilos para que pudessem cuidar de meu irmão.
Já enquanto Prenda Adulta do RS, na semana em que ocorreu a Ciranda de Prendas na cidade de Passo Fundo, minha mãe e eu sofremos um grave acidente de trânsito em Bento Gonçalves e, mais uma vez, foi a família tradicionalista que nos amparou e socorreu naquela noite. Como meu pai estava viajando a trabalho, contatei os amigos da cidade de Farroupilha e Bento Gonçalves, que prontamente me atenderam. Em poucos minutos, os nossos leitos no hospital estavam rodeados de amigos queridos - que conhecemos em virtude do tradicionalismo - e de outras pessoas que conhecemos naquela mesma noite.
Por isso sempre digo que as pessoas são o maior tesouro da minha caminhada tradicionalista. Sou muito feliz em ter uma família tradicionalista tão grande, tão diversa e unida por um sentimento de amizade tão grande que distância nenhuma é capaz de separar.

6. Tenho certeza que a tua passagem pelo Movimento deixou marcas e muito exemplo a centenas de Prendas e Peões por este Rio Grande a fora. O teu legado, mesmo com o passar dos anos, deve seguir rendendo frutos... o que isto significa pra ti como pessoa? Fazer a diferença na vida e nos sonhos de alguém é realmente digno de muito reconhecimento!
​Há cerca de dois anos eu estava avaliando um Concurso Regional de Prendas, quando uma das meninas, no momento de sua Mostra Folclórica, cumprimentou os membros da comissão e se dirigiu a mim dizendo: "Priscila, tu és meu exemplo. Não sabes como estou feliz em ter a honra de te conhecer pessoalmente". Acho que este momento me acompanhará por muitos e muitos anos, pois é muito gratificante saber que as pessoas conhecem e reconhecem os esforços que fazemos em prol da causa tradicionalista.
Tenho a alegria de ter ajudado muitas prendas e peões que se tornaram verdadeiros irmãos para mim e ter a admiração destas pessoas é ​simplesmente indescritível. Espero que o pouco que fiz e ainda faço continue rendendo muitos frutos, pois sempre foi feito com muito amor.

7. Pra finalizar, deixo com muito carinho os meus agradecimentos pela sua participação aqui em nosso Cantinho. Certamente todos nossos tradicionalistas vão adorar conhecer um pouco mais sobre a tua grandiosa trajetória em nosso Movimento. Muito obrigada!
​É uma alegria para mim participar do Cantinho Gaúcho. Espero que todos os que lerem até o final (eu escrevo muito!), gostem dessas singelas palavras. ​

Galeria de fotos:

Priscila com o irmão, Luciano

 Resultado Ciranda Estadual 2009

2ª Prenda Mirim do RS 1999 - 2000

Com Lauren e Mariana, 1ªs Prendas do RS 2006 - 2007

40ª Ciranda Estadual - maio de 2010 - com o peão Robson Didier Boeira Terres 

2ª Prenda do RS 2010 - 2011

40 Ciranda - Mostra Folclórica
Da esquerda para direita: Zanildo Barbosa do Nascimento, Lori do Nascimento, a mãe Jandira Bresolin Tisott, Priscila, Suélen Biazoli, Andressa Zanco, Robson Terres e o pai Rubens Tisott

Com o saudoso Tio Cyro

Lori e Zanildo do Nascimento, padrinhos no tradicionalismo

Com os pais, Rubens e Jandira

Priscila, agradeço novamente a tua participação!
A tua trajetória no Movimento é digna de muita admiração, e não é por acaso que tantos te têm como exemplo. Parabéns pela linda história que construístes, e por tudo que fizestes em prol do Tradicionalismo Gaúcho.

Grande abraço, com carinho.

Palavra de Prenda: Renata da Silva

Olá olá!!!

Hoje vamos conhecer Renata da Silva, 1ª Prenda da 30ª RT, que neste "Palavra de Prenda" nos conta um pouco da sua vivenda tradicionalista e também homenageia uma grande amiga que conquistou nestas andanças tradicionalistas *-*
Está lindo! Vem ver!!!


"Do tradicionalismo para vida!
Esses dias, conversando com um amigo, comentávamos sobre as heranças que a vida tradicionalista nos traz. E aí me peguei pensando nos estudos, nos projetos, nos lugares e, é claro, nas pessoas.

Eu participo de CTG desde os oito anos (estou com 26!), e tenho um carinho enorme tanto pelas pessoas que cruzaram no meu caminho lá no início, quanto por aquelas que seguiram caminhando comigo. Uma dessas pessoas é minha melhor amiga.

Eu tenho grandes amigos que conquistei na escola e no trabalho... Mas aquela que chamo de "amuleto" foi no CTG que encontrei.
Não me pergunte quando, nem como nos aproximados...
Talvez ela lembre, mas eu não. Só sei que faz bastante tempo que ganhei uma irmã do coração.

Eu, filha mais velha, criada com dois meninos, e um quarto na casa só pra mim, me peguei muitas e muitas vezes dividindo a cama com outra menina. Foi minha parceira de invernada, de fandango, de estudo, de pastel de queijo e brigadeiro. Até Diretora Cultural do meu CTG ela virou pra me auxiliar.

Minha melhor amiga, no último ano, quando tantas mudanças drásticas aconteceram na minha vida pessoal, se transformou em mãe e pai. E essa caminhada rumo a Bagé seria muito mais árdua se não fosse por ela.

Então, minha 'Palavra de Prenda' fala de gratidão. Gratidão ao tradicionalismo por todas as suas heranças e, principalmente, gratidão a minha melhor amiga, Caroline Hamely de Lima, por dividir esse amor de ser prenda comigo."

Galeria de fotos:





Renata, coisa mais linda a tua participação aqui no Cantinho Gaúcho.
Com certeza tocaste o coração de muitos que assim como eu devem ter se emocionado com esta homenagem. Realmente, as preciosidades que o Movimento nos dá são algo especial! Muito lindo ver e conhecer um pouquinho desta amizade tão bacana!
Muito obrigada por estar aqui compartilhando conosco. Um beijo ;*

10 motivos pra tu seres tradicionalista

Bom diiia amigos!!!
Tava aqui pensando... é muito bom ser tradicionalista né?
Dinheiro algum paga as alegrias que vivenciamos neste meio, o crescimento como pessoa... enfim, tudo é mágico! Sendo assim, listei aqui os principais 10 motivos pra tu SERES (não apenas estares) TRADICIONALISTA.

Foto: Estampa da Tradição Fotografia
Vamos ver?
  1. Amigos! O principal e maior motivo pra tu ser um tradicionalista certamente são as amizades que vais conquistar. Indiscutivelmente, as amizades conquistadas no Movimento são muito, muito fortes, já que vivenciamos dia a dia as mesmas loucuras, compartilhamos dos mesmos sonhos, e dependendo da tua participação, acaba vendo eles mais do que teus pais. Se for dançarino de Enart então... nem se fala! rsrs
  2. Relacionamento familiar! Em geral, os relacionamentos familiares tendem a melhorar, ou a ficar mais tranquilo quando jovens adentram no Movimento. É óbvio que teus pais vão preferir ver tu indo a fandangos ou rodeios do que raves, baladas... E o melhor: eles podem ir nos eventos contigo, te apoiar, torcer com aquela faixa "Somos todos CTG tal...", e ao final sempre dizer que o teu grupo foi o melhor, e que certamente vai ganhar.
  3. Desinibição! É comum que crianças, adolescentes, e até adultos tenham um certo problema com vergonha, timidez.. o que as vezes pode ser prejudicial nas apresentações de trabalho na escola e até na busca por um emprego. No CTG, ao longo de apresentações, oficinas, cursos de dança, etc., isso tende a melhorar, e muito. Vale fazer o teste ;)
  4. Rodas de Chimarrão! Sabe aquela vontade de tomar um mate justo quando estás sozinho em casa? Pois participando de alguma entidade tradicionalista, os teus problemas acabam! É só enviar uma mensagem nos grupos do Whatsapp que sempre vai ter alguém pra tomar o mate contigo! E jogar um truco, e comer uma pipoca, e...
  5. Habilidades de vendedor!  Pensa só, isso pode até virar uma profissão no futuro. Se tu vais concorrer a uma vaga de vendedor autônomo, ou no comércio, é só dizer: "Participei de invernada. O que eu vendi de rifa, cartão de baile, patrocínio, é de um currículo em tanto!!!"
  6. Pontualidade! Tu vais aprender que existe horário, e que ele precisa ser cumprido. Se tu vais participar de algum evento, tem o credenciamento ( e se atrasar a fila é enorme!), se vai ensaiar, o ensaio tem hora certa (e o instrutor não costuma ser muito tolerante) pra começar (mas nunca pra terminar), se tu vais participar de algum rodeio, tem 1ª e 2ª chamada... depois já era.
  7. Disciplina! Aqui não tem querer fazer tudo do teu jeito. Existem normas a serem cumpridas, a pilcha precisa estar de acordo, a dança deve seguir o manual, e se fizer beiço em ir pro banco em uma dança, vai em duas. Respeito em primeiro lugar! Ser educado é essencial, lidar bem com descontos nas planilhas (as vezes é difícil), e aceitar os seus erros e os erros dos outros, querendo sempre melhorar pelo bem comum é importante.
  8. Trabalho em equipe! Não digo em todos, mas em muuitos eventos da tua entidade, tu vai ter que ajudar a trabalhar. E vai ser desde arrumar o galpão no dia que antecede o evento, até terminar o mesmo. Ajeitar cadeiras, limpar o chão, fazer comida, receber os participantes... tu vais ganhar uma experiência pra vida, de como o trabalho em equipe é importante e rentável.
  9. Conhecimento! Sem dúvida alguma este é um dos motivos mais valiosos. Se tu tiveres interesse, o conhecimento que tu podes adquirir é imenso. Conhecer cada cantinho do nosso Estado, se aventurar em livros de história, geografia, tradicionalismo, tradição e folclore... Entender o porquê do nosso Movimento ser assim, e a evolução com o passar dos anos, mesmo pregando sempre cultivar o passado, é algo incrível!
  10. AMOR! O sentimento aqui se multiplica por mil. É amor pela história, pela tradição, amor pelos amigos, pelas conquistas, amor pelo apoio dos pais, amor por uma trajetória que vai ser construída, baseada no bem. Gratidão, afetividade, aceitação, felicidade... são apenas alguns dos sentimentos que farão parte da tua vida. Solidão? Nunca mais. Aquele parceiro de mate sempre vai estar a teu dispor. Então, se permita mais, ame mais... projete o teu futuro repleto de conquistas, para que ele se torne uma história digna de orgulho. SEJA TRADICIONALISTA!!!
É isso meus queridos!
Se gostou, compartilha com teus amigos. Vamos juntos semear este amor ♥

Um ótimo final de semana a todos.. e até logo :)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Palavra de Prenda: Ticiana Leal

Boa tarde, queridos leitores!

Vamos seguindo aqui no Cantinho com a série de postagens "Palavra de Prenda", hoje contando com a participação especial desta Prenda que tanto já fez pelo nosso Movimento.

Venha com a gente e conheça Ticiana Leal!


"Promessas feitas na virada de um novo ano possuem fama de não serem cumpridas. Mas não existe nada melhor do que iniciar o ano já riscando uma da lista. Então eis aqui, finalmente, minha contribuição para o Cantinho Gaúcho:

​Primeiro preciso confessar que não é nada fácil resumir em palavras uma caminhada que se iniciou a cerca de 17 anos atrás. E aposto que os que me conhecem e estão lendo isso, devem estar pensando: “Mas tu faz jornalismo, Ticiana” – sim, esqueci de dizer que meu nome é Ticiana Leal e que sou estudante de Jornalismo – Porém respondo, sou muito boa quando se trata de contar as histórias de outras pessoas, mas isso não vale quando a pauta sou eu mesma.

​Mas vamos lá! 
Hoje eu tenho 21 anos e meu contato com o tradicionalismo se deu ao mesmo tempo em que eu ingressava na escola, ou seja, foi quando eu tinha 5 anos de idade. Foi através de conversas com colegas de aula, que o interesse surgiu. Descobri que o CTG que elas frequentavam era, também, o mais próximo da minha casa. Não preciso dizer que isso foi o estopim para que eu incomodasse minha mãe para me levar nem que fosse só para olhar.

​Como ocorre com a maioria dos tradicionalistas, o ingresso neste meio se dá através das invernadas artísticas e comigo não foi diferente. Tinha facilidade de aprender as danças e amava os sarandeios. Porém, existe algo que pouquíssima gente sabe ou lembra, eu era muito tímida e toda vez que o instrutor tentava me colocar para dançar junto com o grupo e me presenteava com um par, eu praticamente saia correndo (eu prefiro pensar que eu já era independente demais e achava que não precisava de um peão para me conduzir).

​Isso tudo aconteceu em meados de maio e cerca de dois meses depois eu inventei de me aventurar pelos Concursos de Prenda do CTF Os Nativos. Na primeira vez foi praticamente um pesadelo. Lembro pouca coisa, entre elas a de não saber o que tinha que fazer e acabar indo realizar apenas duas das três provas. Essa uma era a artística que eu já comecei toda errada, ao dizer que minha mãe era Alfredo e que meu pai era Jurema (hoje estou dando risada, mas na época...). O pior é que não terminou por aí, a outra habilidade a ser testada era a de cevar um mate e adivinhem o que aconteceu com a pequena Ticiana? Sim, eu derramei erva nas planilhas dos avaliadores, no vestido, por tudo! Resumindo minha primeira experiência em Concursos de Prendas, não foi um sonho e até poderia ter feito com que eu nunca mais quisesse participar de um.

​Surpresa! Não foi isso que aconteceu. No ano seguinte me dediquei em aprender tudo que tinha que ser feito e voltei a concorrer. Lembro que as provas daquele ano, para a categoria dente-de-leite, eram apenas a mostra folclórica e a artística. Na primeira fiz uma mobília de material reciclado, com tudo que uma casa de brinquedo tinha direito. Na prova seguinte, eu finalmente acertei a ordem dos nomes dos meus pais e fiz tudo certinho, quanto orgulho! O resultado foi o cargo de 3ª Prendinha Dente-de-Leite do CTF Os Nativos 2003/2004.

​Depois disso não parei mais, segui apenas trocando de categoria: Prenda Farroupilha 2004/2005; 1ª Prenda Mirim 2005/2006, que me deu a oportunidade de concorrer pela primeira vez em uma Cirande de Prendas – fase regional; 2ª Prenda Juvenil 2006/2007, e aqui tive a responsabilidade de representar a entidade após a primeira prenda desistir de participar do concurso regional e mesmo com um tempo de preparação resumido em menos de 30 dias consegui sair do baile realizado na sede campestre do DT Querência das Dores, como 3ª Prenda Juvenil da 13ª RT 2007/2008.

​Foi a partir daquele dia que eu vi que ser prenda era uma espécie de vocação e que eu não poderia nunca deixar de sonhar e acreditar nos meus sonhos. Também foi uma gestão que me proporcionou muito conhecimento e principalmente amizades. A Janine Appel, que era 1ª Prenda do RS na época, dizia que eu era uma pentelha, porque apesar da minha pouca idade, eu sempre conversava com as prendas e peões mais velhos e dava pitaco nos assuntos como se eu tivesse mais do que 12/13anos de idade. Todo esse amadurecimento, que chegava a ser algo precoce comparado aos meus colegas de escola, por exemplo, acredito que se deve muito ao meu envolvimento com o tradicionalismo. Em geral é uma das diferenças mais visíveis entre as crianças que estão no meio tradicionalista e aquelas que não fazem parte.

​E, este foi um dos motivos pelo qual eu voltei a concorrer na entidade após ter entregue o cargo regional para minha sucessora. Como 1ª Prenda Juvenil 2008/2009, eu resolvi que retornaria à Ciranda Regional e como se fosse algo previamente combinado, voltei para buscar a minha faixa de 3ª Prenda Juvenil, só que agora era da gestão 2009/dois mil e sempre. O carinho que eu tenho por tudo que vivenciamos no decorrer daquele ano, é guardado com muito carinho. Até hoje quando eu vejo a Tainá Valenzuela, que era a 1ª Prenda, é como se eu voltasse para aquela época. Talvez tenha ficado marcada justamente por eu ter tido a oportunidade de conhecer pessoas especiais e que me ensinaram muito. Até me arrisco a dizer que depois desta gestão eu me tornei outra Ticiana.

​Após o término desta última gestão regional, eu resolvi dar um tempo das Cirandas e realizar sonhos no âmbito das danças tradicionais. Foi ainda em 2009 que eu, também, troquei de entidade. Sai do CTF Os Nativos e entrei no CPF Piá do Sul, onde tive a oportunidade de participar de quatro JUVERNART’s e auxiliar nos festivais promovidos pela entidade. Até hoje lembro com nostalgia os anos no qual fui parte do elenco juvenil do “Piá”, dos ensaios que começavam cedo da manhã e terminavam só a noite, de cada rodeio que participamos, do sofrimento que foi o dia em que nós estivemos fora do concurso estadual da categoria e da alegria ao saber que haviam criado um novo bloco e da realização do sonho de ser Campeão do Juvenart em 2012 (ano em que boa parte do grupo estava com a idade limite do festival) e levar o tricampeonato para a entidade.

​Ainda, durante o tempo em que fiz parte do Piá do Sul, que assumi o desafio de ser Diretora do Departamento Jovem da 13ª RT e logo após ser integrante da gestão Inter-regional e auxiliar na organização eventos estaduais promovidos pelo departamento. Sempre comento que essa foi uma fase muito importante, porque pude entender e refletir sobre qual é a real importância do jovem no tradicionalismo organizado.

​Mas, com o início da faculdade tive de me “afastar”da vida tradicionalista e isso foi importante para observar de fora os caminhos que o Movimento Tradicionalista Gaúcho estava seguindo. Quando retornei, voltei com um olhar diferente, voltei sem medo de expressar minha opinião e isso tem me ajudado bastante para o desenvolvimento de projetos e evento. Arrisco a dizer que todo tradicionalista deveria em algum momento da vida dar um tempo e fazer essa observação, afinal o ser humano por vezes acaba se acostumado com o que está vivenciando e até mesmo se acomoda diante das situações.

​Enfim, foi só em 2015 que eu efetivamente retornei para o meio tradicionalista e mais uma vez foi através da invernada artística, agora do DTCE Marcas do Pampa. Fui tão bem recebida por antigos amigos, que eles acabaram me convencendo a fazer mais pela entidade e o sonho adormecido de prenda retornou com força total. Sempre ouvi da minha mãe que “Deus escreve certo por linhas tortas” e que “tudo acontece ao seu tempo” e cada frase dessas tem se tornando verdade absoluta desde que assumi como 1ª Prenda da entidade 2015/2016. Afinal, até o 64º Congresso Tradicionalista, realizado em janeiro de 2016, eu estava convicta de que ainda não era hora de retornar para a Ciranda de Prenda regional. Porém, para provar que minha mãe sempre está certa, voltei de Bento Gonçalves já pensando nos projetos que faltavam, em qual tema poderia ser trabalhado na mostra folclórica, onde e quem poderia me ajudar com a pesquisa de campo, quantos eventos ainda tinham para participar, onde andavam os materiais de estudo que as pessoas me mandavam como incentivo para voltar a ser prenda de faixa, quem poderia enviar material e emprestar os livros para xerox e claro, chamei o Ângelo Pacheco para avisar que ele ia ter que cumprir a promessa dele e elaborar uma artística para mim.

​E hoje estou aqui, sou 1ª Prenda da 13ª RT 2016/2017 tentando ser e representar as prendas que já ocuparam esse posto, elas que contribuíram para o meu crescimento e para a prenda que eu sou hoje: Aimara Bolsi, Ângela Zanella, Mariana Mallmann e Tainá Valenzuela. Além de todas as pessoas que em todos estes anos estiveram ao meu lado e estenderam a mão quando precisei de auxílio. A todos vocês, com carinho, meu muito obrigada!

​Então, pessoal que aguentou ler tudo, esse é um pouco do que é Ticiana Leal, a 1ª Prenda da 13ªRT que tem 21 anos de idade e 17 de tradicionalismo, que mora em Santa Maria, estuda jornalismo e não sabe expressar em palavras a própria história e, a moral da história é: Não deixem que os deslizes no início da caminhada se transformem em traumas e medos e acabem fazendo com que você desista do teus sonhos e objetivos. Afinal, tudo tem um porquê e o momento certo para acontecer. 
Isso vale para vida fora do tradicionalismo também! Beijão!"

Galeria de fotos:













Ticiana, parabéns por toda a tua história, construída com muito amor e dedicação ao nosso Movimento. Tenho certeza que és exemplo pra muitos jovens tradicionalistas, que carregam os mesmos sonhos e objetivos!
Te desejo tudo sucesso do mundo, e deixo um agradecimento especial por ter dividido conosco a tua história :)

Grande beijo a todos, e até logo ;**

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Cantinho Gaúcho em busca de materiais de estudo

Olá, vivente!

Está afim de fazer a boa ação do dia?
Então, se tu tem materiais da bibliografia indicada pelo MTG digitalizados (PDF) ou digitados mesmo, manda aqui pro Cantinho Gaúcho!

Estamos sempre prezando por boas matérias e muito conteúdo... mas uma hora a fonte pode esgotar, então nos ajude a continuar cada vez mais trazendo muito material de estudo e principalmente, de fontes confiáveis aos nossos leitores.

Posso contar contigo?
Se tu tem textos, questões de prova, curiosidades, resumos... envia pro e-mail abaixo que seremos eternamente gratos!
  • carolina_bouvie@hotmail.com
Muito, muito obrigada! ;*

Estuda, tchê: Revolução de 1930

A sociedade brasileira mudava rapidamente com a urbanização, com a ampliação dos setores secundários e terciários, com as redes de estações radiofônicas unindo os brasileiros, com as ideias de outras sociedades trazidas pelo cinema estrangeiro, com os movimentos operários promovidos pelos anarquistas e com a incorporação dos imigrantes na economia nacional. Apenas o governo federal continuava o mesmo, sem acompanhar ou dar soluções às crises sociais, políticas e econômicas.

O presidente de Minas Gerais Antônio Carlos de Andrada pretendia candidatar-se à presidência da República. Seu estado possuía maior número de eleitores, portanto tinha a maior bancada na Câmara dos deputados. O segundo estado em força política era São Paulo, que, junto com a bancada mineira, formava a “dupla café com leite”. Ao organizarem as comissões da Câmara, davam sempre a presidência a Minas Gerais, carreando recursos para os mineiros e mantendo uma política econômica favorável aos cafeicultores. A dupla, com mais alguns estados do nordeste, formavam a maioria na Câmara.

A sucessão presidencial de 1929 rachou o Partido Republicano mineiro, pois 16 deputados não concordaram com o candidato do partido, o qual terminou sendo eleito. Washington Luís indicou para sua sucessão Júlio Prestes, presidente de São Paulo, que possuía a segunda força eleitoral, a maior força econômica e a Força Pública bem armada e treinada. Restava a Antônio Carlos buscar apoio do Rio Grande do Sul, que era a terceira bancada na Câmara, com o Partido Republicano monolítico e agora contando com a participação da oposição, auto-suficiente na economia além de ter a fiel Brigada Militar melhor armada do que o Exército. Teoricamente Minas e o Rio Grande do Sul com alguns estados do nordeste venceriam as eleições, mas o candidato oficial ganhava sempre, graças às fraudes eleitorais.

A aliança Liberal lançou as candidaturas de Getúlio Vargas à presidência e de João Pessoa, à vice-presidência. Era costume de o candidato iniciar sua campanha com um banquete e discursos num clube ou num cinema. A polícia do Rio de Janeiro não permitiu que a Aliança Liberal alugasse um cinema, então Getúlio lançou sua candidatura num comício em praça pública, apresentando, coisa inédita, um programa de governo. A Aliança organizou caravanas pelo interior do país, em busca de votos. Seus candidatos, sabendo das trapaças eleitorais, discursavam ameaçando com a revolução.

Júlio Prestes ganhou e Washington Luís passou a hostilizar os presidentes de estados que apoiaram Getúlio Vargas, começou a chamada “degola”, punições e demissões de funcionários federais. As hostilidades na Paraíba provocaram a morte de João Pessoa e deputados mineiros aliancistas não tomaram posse na Câmara, sob alegação de fraude. Estava chegando a hora e a vez do Rio Grande do Sul.

Com a crise do café, provocada pela quebra da bolsa de Nova Iorque, os cafeicultores pediram indenização ao candidato eleito. Júlio Prestes se negou, mas Getúlio Vargas, o derrotado, comprometeu-se em comprar o produto estocado, desde que fosse apoiado. A revolução tão esperada aconteceu.

Na manhã de 03.10.1930 os telefones começaram a tocar e uma voz dizia: “Clichê de Iolanda Pereira está pronto” ou então “O velho está doente e será operado hoje”. Os rádios dos quartéis repetiam: “O quê que há. Osvaldo Aranha”. Eram as senhas para o início da revolta.

Guardas Civis armados e com embornal de munições ocupavam as escadarias da igreja de Nossa Senhora das Dores, ao lado do Quartel General do Exército, para tirarem uma fotografia. Na Rua Riachuelo, atrás do quartel da Polícia Civil e Brigada Militar, em diagonal com o quartel general, estava repleto de populares e militares. Às 17h30min uma patrulha saiu pelo portão lateral do quartel da Polícia Civil e tomou de assalto o Quartel General, o Arsenal, o Quartel da Praça do Portão e a guarnição do Morro do Menino Deus. De madrugada, a capital estava em mãos dos revolucionários.

Os rebeldes seguiram de trem até a fronteira de São Paulo, em Itararé, onde estavam entrincheiradas tropas paulistas. Houve choques entre patrulhas, mas quando se preparavam para o combate final, chegou a notícia que Washington Luís fora deposto por uma junta militar. Os chefes revolucionários Pedro de Góes Monteiro, Miguel Costa, Flores da Cunha, João Alberto e Batista Luzardo resolveram marchar contra o Rio de Janeiro, sem que a Junta tivesse tempo de mobilizar forças para detê-los, só restando entregar o governo a Getúlio Dorneles Vargas, com poderes discricionários.

Assumindo o governo provisório, Vargas dissolveu o Senado, a Câmara de Deputados, as Assembleias estaduais e as Câmaras municipais, demitiu funcionários públicos e nomeou interventores para os estados.

Fonte: 
Livro História do Rio Grande do Sul
Moacyr Flores

MTG inicia mudança na avaliação artística de eventos


O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, iniciou nesta semana os procedimentos para a realização de mudanças substanciais na avaliação artística de eventos realizados pela entidade e coordenadorias regionais. A iniciativa é embasada nas ponderações apresentadas e aprovadas durante o 65º Congresso Tradicionalista, realizado em janeiro em Bento Gonçalves, quando ficou evidenciada a necessidade urgente de promover o voluntariado e ‘desmercantilizar’ o tradicionalismo.

O primeiro passo, segundo Callegaro, conta com o auxílio dos coordenadores regionais, aos quais foi solicitado, até o dia 18 de fevereiro, que indiquem quatro nomes ou mais, como suplentes, para a criação de equipes avaliadoras no âmbito das próprias coordenadorias. Segundo o vice-presidente artístico do MTG, José Roberto Fishborn, é necessário que os indicados conheçam dança e apresentem currículo. Além disso, os indicados não poderão estar instruindo grupos de dança, passarão por prova para atestar sua capacitação técnica; e passarão por processo preparatório para avaliar eventos de danças tradicionais nas regiões, como circuitos e rodeios. Os indicados, conforme aprovado no Congresso, atuarão como voluntários, recebendo apenas ajuda de custos, hospedagem e alimentação, sem cachê.

Segundo o presidente do MTG, a equipe da entidade atuará na avaliação de eventos até março de 2017, nos moldes do ano de 2016, seguindo a NI01/2016 e, após, o treinamento das pessoas indicadas pelas coordenadorias, a equipe do MTG não mais avaliará eventos artísticos. Segundo Fishborn, este processo deverá durar aproximadamente seis meses e durante o período de preparação, juntos será debatido o formato de funcionamento das escalas para eventos. A equipe do MTG atuará somente nas avaliações dos eventos do próprio MTG e podendo atuar em algum festival que a instituição julgar necessário.

Fonte: Movimento Tradicionalista Gaúcho

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

CTG Chaleira Preta retoma atividades artísticas e deixa convite

O CTG Chaleira Preta, da cidade de Venâncio Aires, 24ª RT,
retoma hoje os ensaios da Invernada Adulta da entidade e deixa convite 
para os que tenham interesse em fazer parte do elenco de dançarinos:


Uma nova história se inicia!
Venha fazer parte você também!!!

CTG Raízes do Sul promove fandango

O CTG Raízes do Sul, da cidade de Lajeado, 24ª RT, promove fandango com janta no dia 04 de fevereiro.

A animação da noite fica por conta do Grupo Os Centauros, e os valores dos cartões são os seguintes:
R$ 25,00 - Com janta / Público em geral;
R$ 15,00 - Com janta / Crianças de 7 a 12 anos e sócios em dia;
R$ 10,00 - Sem janta.

Os cartões antecipados para a janta poderão ser adquiridos com membros da patronagem e integrantes da Invernada Artística.
Quaisquer dúvidas, contatar pelo telefone (51) 98187 0815.

Não deixe de prestigiar!

8ª Noite da Tradição Gaúcha acontece em Estrela no mês de abril

Já estão definidas data e atração da 8ª Noite da Tradição Gaúcha, que neste ano de 2017 será realizada no município de Estrela, pertencente à 24ª RT.

No dia 21 de abril o Galpão Cristo Rei recebe João Luiz Corrêa e Grupo Campeirismo para uma noite pra lá de bagual, com muita música boa e dança no pé!

Fique ligadinho aqui no Blog para mais informações em breve!


Essa tu não podes perder! Já reserve a data...
Esperamos por ti :)

39º Rodeio Nacional de Campo Bom

Bom dia!!!
Mais chasques por aqui! *-*

Participe do 39º Rodeio Nacional de Campo Bom, que acontece nos dias 03 a 12 de março no Parque do Trabalhador.

Segue folder de divulgação:


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Vai um mate aí?


Aqui no RS é assim.
Pode chegar chegando... na casa dos amigos, dos pais, avós, tios, primos, filhos...
O mate sempre vai ser cevado.

Seja inverno, primavera, verão, outono... aqui não tem tempo ruim.
Há quem sinta calor tomando o bom chimarrão, mas há quem diga que ele mata a sede, mesmo no calor de 30º C.
Porque gaúcho que é gaúcho, honra e idolatra a sua bebida símbolo, seja qual for a estação do ano.

Ele vem lá da época dos guaranis, onde com as folhas da erva-mate se fazia um delicioso chá que servia de companhia para senhores e senhoras abandonados por seus filhos, em prol da caça e da pesca.
Hoje, ele continua sendo a parceria nos momentos de solidão, ou o motivo para uma roda de conversa sempre afiada entre os mais chegados.

Chimarrão ou mate amargo, o queridinho da maioria.
Mate doce, mate com chás, mate com leite... a diversidade que ao longo dos anos também adquiriu adoradores, cada qual com seu significado, também é parte da história do nosso Estado.
Vale provar, e aprovar. Ou não.
Afinal, gostos, cores e amores não se discute.

Tem também o famoso tererê, tão difundido por nossos hermanos argentinos, e que conquistaram os corações de muitos, principalmente jovens, e no verão.
Não é de fato nossa bebida tradicional, nem tão pouco defendida por todos, mas que neste calor escaldante do verão Rio-Grandense ele cai bem, isso cai mesmo.

Muitos estranham o nosso famoso Chimarrão.
Todos bebem na mesma cuia, na mesma bomba... e sempre tem os avisos, aos desavisados:
- Precisa beber até roncar;
- NÃÃO mexe na bomba;
- Chimarrão não é microfone;
E por aí vai...
São tantas recomendações e tantas regrinhas, que deixam toda a história ainda mais interessante, ou mais intrigante.

Mas o curioso é que seja ele motivo para reunir amigos ou então um mate solito, o chimarrão é indispensável na vida do gaúcho.
Serve de companhia, de afago, de carinho.
Serve de esperança, de amor, e de tradição.
Serve como lembrete, dia após dia, de como é gostoso ser gaúcho, no modo mais ao pé da letra de se dizer.

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Ajude a disseminar a nossa cultura ♥

Peões e Prendas do CTG Querência do Arroio do Meio promovem evento cultural

O Departamento Cultural do CTG Querência do Arroio está promovendo um evento que se realizará na sede da entidade, no dia 05 de fevereiro de 2017, a partir das 17h.

Iniciando as atividades do dia, os Guris e Piás do CTG recebem a todos para a palestra intitulada "O histórico dos Entreveros na Região e no Estado", que será ministrada por André Luiz Ziem, Peão Destaque Campeiro da 24ª RT gestão 2009/2010.


Logo em seguida, a partir das 19h, as Prendas da entidade receberão Solange Maria Rohr que realizará uma oficina de "Como preparar o autêntico carreteiro gaúcho".


O CTG Querência do Arroio do Meio aguarda com carinho a participação de todos.
Será um evento de suma importância na preparação do prendado para a participação na Ciranda e Entrevero Regional.

Participem! :)